"O Verdadeiro coroinha é aquele que sabe servir com Amor."
domingo, 27 de março de 2011
Terceiro Domingo da Quaresma
A samaritana não era uma mulher feliz. Seu casamento não havia dado certo. Naquele tempo era muito difícil para uma mulher viver sozinha. Por isso ela acabou vivendo com vários homens e estava morando com um a quem não amava, por simples conveniência.
Certa manhã foi buscar água no poço da cidade e encontrou um homem encantador. Mas era judeu, e os samaritanos e os judeus não se davam, por causa da religião. Seu coração disparou. Pressentia que algo de extraordinário ia acontecer.
- Dê-me de beber - falou-lhe primeiro o desconhecido.
- Que voz! - pensou ela. Não sabia explicar a estranha atração espiritual que sentiu por aquele homem.
Confusa, perguntou: "Como é que você, sendo judeu, pede alguma coisa a mim, que sou samaritana?"
A resposta a intrigou mais ainda: "Se você soubesse quem sou eu, você é que me pediria água da fonte."
-Ora essa - respondeu a mulher, aliviada e vendo que a conversa ia se tornando mais pessoal.
- Você não tem nem com que tirar água do poço, e me promete água da fonte. Acaso você é maior que nosso pai, Jacó, que perfurou esse poço?
- A água que lhe estou oferecendo é diferente - ia explicando Jesus, quando chegaram os discípulos. Ficaram meio sem jeito de ver o mestre conversando com uma mulher.
Entreolharam-se, mas nada disseram.
Para sair do embaraço, a samaritana, num tom mais distante, pediu: "Dê-me então dessa água. Tenho vontade de bebê-la."
- Vá chamar seu marido - respondeu Jesus, inesperadamente.
- Não tenho marido - disse ela, meio, atrapalhada.
- É verdade - disse Jesus. -Você está com o quinto homem e ele não é seu verdadeiro marido!
No meio de desconhecidos, a mulher ficou perplexa. "Como ele sabe de tudo a meu respeito?" - pensou. "Esse homem é um profeta." Virou então a conversa para o lado religioso: "Onde devemos adorar a Deus?" - perguntou ela.
- Agindo sinceramente - respondeu Jesus. - Deus é espírito, não está aqui ou ali, nisto ou naquilo que façamos ou deixemos de fazer. Desde que sejamos sinceros, o agradamos e adoramos, onde quer que estejamos
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